Nascemos e Jamais Morreremos

Nascemos e Jamais Morreremos

A VIDA DE CHIARA CORBELLA PETRILLO


“No pouco que percebi nestes anos, apenas te posso dizer que o Amor é o centro da nossa vida, porque nascemos de um ato de amor, vivemos para amar e para sermos amados, morremos para conhecer o amor verdadeiro de Deus. O objetivo da nossa vida é amar e estar sempre prontos para aprender a amar os outros como só Deus te pode ensinar. […] Não importa o que farás, mas o que quer que venhas a fazer só terá sentido se o fizeres em função da vida eterna. Se estiveres realmente a amar, aperceber-te-ás disso pelo facto de que nada te pertence realmente, porque tudo é um dom.” (excertos da carta de Chiara e Enrico ao filho Francesco para o seu primeiro aniversário). 

Este livro dá-nos um exemplo do que pode ser a vocação matrimonial e revela-nos também de que modo a família Petrillo assume a Vida como dom de Deus.

É nesta atitude de vivência da fé partilhada em família, numa profunda confiança em Deus, e numa contemplação da cruz ao ponto de Chiara se doar a si mesma por Amor, dando a vida pelo filho Francesco que se pode compreender o sentido do percurso desta família narrado nesta obra.

Chiara Corbella Petrillo morre com 28 anos, em Junho de 2012, vítima de cancro. Durante a gravidez, do seu terceiro filho, é detetada esta doença oncológica agressiva (cancro). Chiara face a esta situação, não hesita em pôr a vida do filho à frente da sua, adiando os tratamentos até ao nascimento de Francesco em Maio de 2011. Antes, a família Petrillo já tinha “acompanhado no seu nascimento para o Céu os seus dois primeiros filhos, Maria Grazia Letizia, nascida em 2009, e Davide Giovanni, em 2010.”

Simone Troisi e Cristiana Paccini, a pedido do marido de Chiara, Enrico Petrillo, querem dar testemunho, passando a papel, a riqueza que este exemplo de vida pode propiciar a todos aqueles que estejam a percorrer o caminho do encontro, tendo Deus como o elemento central que une as suas vidas: quer aos que estejam no período de namoro, quer os que já vivem o sacramento do matrimónio.

É possível depreender a partir desta obra que este casal, durante o namoro, passou pelas dúvidas comuns a muitos outros casais que percorrem o mesmo caminho até ao matrimónio. Quando Chiara percebe que Enrico é o homem com quem vai constituir família afirma que “no dia do casamento tinha encontrado realmente a felicidade.

Tinha-se entregue totalmente e aquilo que importava era que juntos abraçassem aquilo que Deus lhes propunha, um dia de cada vez.”

Para compreender a importância do sacramento do matrimónio que une Chiara e Enrico, os autores desta obra afirmam que “os esposos são capazes de se doar completamente apenas se antes aprenderem a dizer tudo um ao outro, a pôr a nu o próprio coração, a fazer entrar o outro na própria história e a enfrentar juntos as dificuldades. Trata-se de um compromisso a realizar desde o tempo do namoro.”

Assim, “a decisão de se casar, como a de se consagrar, é uma vocação. Não se trata simplesmente de uma inclinação natural, é preciso responder a um chamamento especial de Deus. Mas a que é que Deus chama? O que é que nos pede para fazer?

O matrimónio pode fazer de nós santos. Mas é preciso amar-se um ao outro como Jesus amou a Igreja, profundamente e totalmente.

A lógica é aquela da cruz: entregar-se em primeiro lugar, sem pedir nada ao amado, até à doação radical de si mesmo. O amor é exigente. O matrimónio é exigente. Se não se responde a esta exigência, não se trata de uma vocação, mas de um simples acompanhar-se até à morte.

Na espiritualidade conjugal, que é uma vocação autêntica e não de segunda divisão, há um chamamento verdadeiro à santidade no qual se decidem a felicidade e a realização de uma pessoa. Mas esta estrada é tomada antes do casamento, durante o calor do namoro.”

Para Simone e Cristiana “Talvez a história de Chiara esteja destinada […] a mostrar a beleza do matrimónio que, com as suas urgências, os seus dons e as suas dificuldades, é realmente um caminho que santifica. Os esposos, de facto revelam ao mundo como Deus ama.”


POR AGOSTINHO FARIA, USADO COM PERMISSÃO. PUBLICADO EM WWW.IMISSIO.NET, EXCERTOS EXTRAÍDOS DE NASCEMOS E JAMAIS MORREREMOS, DE S. TROISI E C. PACCINI, PUBLICADO POR EDITORIAL A.O.