FIBRA DE VENCEDOR

40 REFLEXÕES PARA HOMENS DETERMINADOS EM VENCER

TÍTULO

FIBRA DE VENCEDOR

EDITOR

ABEL TOMÉ

O autor Maurício Zágari, em mais um dos seus frequentes posts de incentivo à leitura, dizia “em se tratando de livros cristãos, não existe livro medíocre. O único livro cristão medíocre é o que não é lido”.

Tão simples como isto. Se é algo escrito com entendimento e fundamento bíblico, terá por certo conhecimento para ser partilhado, uma mensagem específica para um particular leitor, orientações gerais para a comunidade.
Enquanto ao serviço da divulgação de livros e da leitura, tenho sido privilegiado por poder identificar-me com a riqueza emanada pelos escritos inspirados e inspiradores, de quantos notáveis autores cujas obras me chegam às mãos, tanto em formato físico, digital ou em áudio. Sim, porque um livro é muito mais do que “o” livro. Não só transcende, hoje, pelo advento da tecnologia, o universo limitado do formato físico ao tornar-se acessível em formato digital ou pela narração, como se torna um ingrediente incontornável da construção do nosso ser.
Numa entrevista à revista Biblion, o Pastor João Martins sustenta que a leitura o alimenta – “Os livros são como refeições.”, acrescentando ainda “Gosto que o livro me interpele, e me incomode e desafie… Gosto de um livro que me leia…”. E esta intimidade com a leitura espelha-se na nossa identidade, levando-o a afirmar “somos muito o que lemos”. Em vez de “combates” inconsequentes à “sueca”, ou ao dominó, por que não desafiar um escrito espiritual de Richard Foster ou Henri Nouwen? Explorar o desconhecido que a sua prosa nos mostra e que nos edifica a cada frase.
Complementar a leitura das Escrituras com mensagens conhecedoras daqueles que se dedicam a contemplar e meditar na Palavra. Por que não tentar desenvolver, em nós, um apetite literário por esses virtuosos da autoria cristã, como C. S. Lewis, Tim Keller, ou Thomas de Kempis, cuja degustação sacia e não engorda?
Ler transforma-nos, inspira-nos, desafia-nos. Se queremos melhorar, crescer e saber, o adquirir do hábito regular de ler terá um impacto imensurável, enquanto pais, maridos, colegas, mentores. Adquirir conhecimento por via dos livros é um ato de serviço, pois o que sabemos só será útil se for partilhado.
Albert Mohler escreve a propósito das virtudes de ler que “os livros existem para serem lidos e usados. Não para colecionar ou mimar.” Que faz um livro na estante, apenas para se ver a lombada? Está inerte, sem que lhe seja dado o uso para o qual foi criado e escrito. Também serve para ser exposto, arrumado, preservado. Mas, quantos livros são lidos uma vez, se o forem, e acabam inibidos de cumprir a sua missão, escondidos no armário?
A reutilização do conhecimento transmitido pelo livro faz-se quando ele é relido tantas vezes quantas for possível, tantas quantas ele resistir às passagens de mão em mão – o que nunca acontecerá se ficar escondido numa estante ou encaixotado num armazém. As páginas de um livro são como os pássaros: querem-se livres, esvoaçantes.
E, mesmo assim, a propagação desse conhecimento que depois se opera nas incontáveis reproduções que faremos daquilo que lemos, traduz-se numa fonte quase inesgotável de sabedoria e benção em todos aqueles que sejam tocados pelo que foi originalmente escrito e replicado.
Como escreveria eu este texto, se não tivesse lido o que três autores partilharam…

PAULO SÉRGIO GOMES

REFLEXÃO INCLUÍDA NO LIVRO FIBRA DE VENCEDOR, EDITOR: ABEL TOMÉ, PUBLICADO POR HOMEM HOJE ONLINE